Cuidado com os perigos ocultos da Baleia Azul 🐳

À primeira vista parece um jogo inofensivo. Mas não se deixe enganar a Baleia Azul é um desafio mortal.
baleia-azul-memes-990x520
O fascínio que exerce o desafio Baleia Azul é sedutor, quase irresistível principalmente aos adolescentes e pessoas que pensam ser bem instruídas. Tanto que o nome mais apropriado para esse grupo de pessoas mal intencionadas deveria ser Sereia Azul, mas seria óbvio demais que o canto e a beleza estética da Sereia tem um só objetivo: levar as pessoas e a nação para a obscuridade profunda.
O grupo de curadores da tal Baleia submetem os participantes a um sequestro psicológico, bombardeando a todo instante com mensagens e desafios.
Um dos desafios mais perverso é assistir a um show de horrores todas as noites, na hora do telejornal.
Mutilação de caráter, cortes feitos com faca contra os próprios direitos e até suicídio intelectual estão entre as provas que os participantes são obrigados a se submeter.
Há relatos que pessoas antes amistosas e alegres, tarde da noite, agora ensandecidas, batiam panelas em suas varandas.
Uma multidão foi flagrada em constrangedoras coreografias, vestindo verde e amarelo e um odioso discurso contra semelhantes em cerimônia de devoção ao Pato Amarelo, uma fase avançada do jogo sórdido do macabro grupo da Baleia Azul.
Um participante do grupo chegou a postar: “Você precisa morrer, morrer de tanto trabalhar sem se aposentar!”, defendeu uma jovem que não quis se identificar, ela ainda acrescentou, “Tenho que fazer isso caso contrário minha família sofre as consequências”.
Os participantes demonstram comportamento depressivo e a economia também, vários foram submetido à falta de emprego, um castigo cruel imposto pelos organizadores do jogo. Até onde apuramos a obsessão dos criadores do jogo vem de outro animal marinho, a Lula Vermelha.

Veja alguns sinais de atitudes que podem estar relacionadas com a jogatina dessa Baleia assassina:

1. Mutilações nos direitos que antes estavam palma da mão.
2. Assistir filmes de terror todas as noites no horário do jornal.
3. Grandes desenhos de Pato ou qualquer outro animal.
4. Posts em redes sociais com os dizeres ofensivos e a marca “#i_am_whale” (“Eu sou uma Baleia”) ou #vai_pra_cuba (Vai pra Cuba).
5. Bater panela em horários estranhos.
6. Cortes nos “gastos” na previdência principalmente.
7. Arranjar brigas.

Uma coisa você pode ter certeza: A Blue Whale ou Baleia Azul existe, tem nome, endereço e conhecemos por aqui como Rede Globo de Televisão.
TC

“Pixação” (é) e Arte(?)

Por: Demetrios dos Santos Ferreira*

Existe uma nítida falta de consenso sobre o aspecto artístico da pixação (opto em grafar a palavra com ‘x’ pois essa é a forma mais comumente adotada pelos próprios pixadores). Uma parte desses próprios agentes ­alegam que o que estão produzindo não é arte, já outros encaram o ato de pixar como uma forma de arte.

0ca41f71340c25e97eb4f2f38338a192

Edifício Pixado no centro de São Paulo

No documentário “Pixo” (http://bit.ly/PixoDoc) dirigido em 2009 por João Wainer e Roberto T. Oliveira, temos uma oportunidade ímpar de entender a pixação por meio dos próprios pixadores.

William, um pixador da cidade de Osasco em São Paulo faz um relato interessante nesse filme, que nos ajuda a refletir sobre o significado da expressão por meio da pixação.

Ele afirma que não é capaz de ler a “letra de forma”, apesar de ter passado oito anos na escola. William chegou a concluir a oitava série do ensino fundamental, mesmo assim ele afirma que só consegue “ler pixos” e que não compreende de forma alguma textos produzidos em letras de forma.

Durante o documentário, ao tentar ler textos de um anúncio comum pintado nas paredes em sua comunidade, William não consegue ler frases muito simples, mas ao se deparar com pixações diversas, que para a maioria de nós seriam inteligíveis, William consegue ler normalmente, sem nenhuma dificuldade. Ele afirma que compreende muito bem a tipografia das letras utilizadas na pixação. Ou seja, há um código estético estabelecido que pode ser perfeitamente compreendido ente o grupo social de pixadores e isso não pode ser desprezado em nossa análise. Continuar lendo

Marcela e Marisa, duas histórias de amor

marisa_marcela

Se uma história de amor não bastasse, conto logo duas: a de Marcela e Marisa, duas mulheres casadas, mães, brasileiras, vivendo na Grande São Paulo.

As semelhanças entre as duas moças parecem que terminam por aí, mas aproximando a lente você verá outras semelhanças entre essas duas pessoas de estilos bem diferentes.

Marisa tinha uma vida parecida com a da maioria dos brasileiros, uma trabalhadora que acordava cedo e conheceu os dissabores da vida. Boa parte de sua existência passou sem chamar muita atenção. Desaparecia na multidão.

Marcela é puro glamour, sempre chamou atenção. Sonhava em ser modelo, se tornou a queridinha do Brasil.

As diferenças entre ambas parece não ter fim…

Até que um dia: Continuar lendo

Aos alienados: revolução. Em tempos de ódio: o amor. Esse é Mano Brown, Boogie Naipe, Baby

Por: Toni C.*

Tem ser humano que é tipo vinho e tem os zé povinho, esse cara é definitivamente do primeiro tipo, tinto. Aquele que rimou sobre revolução enquanto éramos todos alienados, é o mesmo que canta amor em tempos de ódio, no elegantíssimo álbum Boogie Naipe pelo primeiro e único: Mano Brown.

mano_brown_boogie_naipe
A gente só queria dançar feito Michael Jackson e ter a cor que ele adotou aos 40 anos. Paulo Maluf vencia eleição para qualquer coisa que ele disputasse antes da gente saber sobre Malcolm X. Música jovem na quebrada no fim dos anos 80 era música estrangeira e ponto.
Posso falar um quilo dos tempos da Função, quando Gil Gomes era quem mostrava ao seu modo a favela, os pé-di-pato era fábrica de presunto.
“Justiceiros são chamados por eles mesmos
Matam homens e dão tiro a esmo” (Pânico na Zona Sul)
A partir daí, nada mais ficou no mesmo lugar.
Quer saber o que era ser jovem de periferia em 1992? Digita Negro Limitado e ouça Edi Rock no álbum Escolha Seu Caminho, a gente era limitado pela falta de informação, falta de orgulho, falta de estima própria.
Hoje os tempos são outros, temos informações até de sobra. Não se informa quem não quer,  quem fica só de zepovinhação, quem não morre afogado pelo tsunami de ideias, pela desinformação num mundo pós-verdade.
Eis que ressurge Mano Brown de maneira futurista e nostálgica como o globo espelhado no alto da pista de dança. Contagiante e versátil, Boogie Naipe é um álbum musicalmente foda. O primeiro disco solo de Mano Brown tem uma atmosfera envolvente fazendo das canções um repertório tão variado quanto os embalos de sábado a noite.
Confesso, resisti para ouvir e quando apertei o play fui imediatamente sequestrado por Simoninha…

Continuar lendo

16 frases que provam que 2016 foi um ano que não deixará saudades

Por: Toni C.

Segundo o poeta, é genial quem teve a ideia de cortar o tempo em anos. Mas em 2016 foi diferente, essa pequena fração do infinito não foi cortada, foi rasgada, mascada e cuspida em frases que dá uma mostra do ano do qual somos sobreviventes. 2016 é um ano para ser esquecido… nunca, jamais. Para que não se repita, para que a gente acorde desse pesadelo e não durma no barulho dos patos e no silêncio repentino das panelas aqui vai uma lista de 16 desgraças resumidas em 16 pérolas para provar que 2016 foi um ano zuado e pode perdurar por mais 20 anos:

1 – “Apesar da crise…”.

a-midia-tradicional-e-a-crise-economica-brasileira
O tom de pesar se tornou um mantra para lamentar os bons índices que o Brasil mantinha na economia no início do ano… “apesar da crise” de pessimismo dos meios de comunicação.

2 – “A prisão coercitiva do ex-presidente Lula foi para evitar tumultos” – 04/03/2016.

eicay3e659l6zkde03hs3qz4qO juiz Moro justifica o abuso de autoridade ao conduzir e manter preso por horas o ex-presidente Lula, enquanto sua casa e de sua família eram reviradas, nada de comprometedor foi encontrado.

3 – “O Brasil não é a República da Cobra” – 04/04/2016.

19139628Discurso de Janaina Pascoal descabelada rodando a bandeira como numa vaquejada em ato pró-impeachment para rebater a afirmação de Lula: “se quiseram matar a jararaca não bateram na cabeça, bateram no rabo”.

4 – “Na televisão, a verdade não importa. É negro, favelado, então tava de pistola”.

n-carol-large570
MC Carol protesta com a música Delação Premiada sobre casos como o do Amarildo, o do DG, crianças que são baleadas a caminho da escola e quem não se lembra da Cláudia morta quando foi amarrada e arrastada em uma viatura policial. Atitude semelhante teve Beyonce ao apresentar a música Formation no intervalo do Superbowl também denunciando o genocídio da juventude negra “parem de atirar em nós” diz a música da cantora americana, “cada país tem o Formation que merece” completa MC Carol.

 5 – “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio”  – 23/05/2016.

Frase de Sérgio Machado à Jucá em conversa vazada à imprensa. Apesar de ser o mais citado na Lava a Jato, Aécio nunca foi convocado a depor. evqcv12mx9nevs0lrmbo3momiO juiz Moro e Aécio ainda apareceram sorrindo em evento da Revista Isto É onde Temer recebe título de “Homem do Ano”.

6 – “Amassaram a mina, intendeu ou não intendeu?” – 26/05/2016.

estuproUma garota de 16 anos foi vítima de estupro coletivo com a participação de mais de 30 homens no RJ, o vídeo com abuso foi filmado e compartilhado nas redes sociais pelos próprios agressores.

7 – “Dear Mama” – 03/05/2016.

wenn_afeni_tupac_shakur_jc_160503_4x3_992Morre aos 69 anos Afeni Shakur, integrante dos Panteras Negras e mãe do rapper assassinado Tupac Shakur.

8 – “Tchau Querida” – 31/08/2016.

ng6521680Primeira mulher eleita Presidenta da República é afastada do cargo mesmo sem haver comprovação de crime algum.

9 – “Não fale em crise, trabalhe”.

posto-doninha4
Quando o golpe transforma oposição em situação, o “Apesar da Crise” se torna imediatamente na frase acima citada pelo presidente que desistiu de espalha-la por todos os cantos. O autor da frase se encontra preso condenado há oito anos por tentativa de homicídio.

10 –”Transformar a vítima em culpado” – 18/08/2016.

fotografo_baleado
Foi o que fez o juiz Olavo Zampol Junior ao negar o pedido de indenização ao fotógrafo Sergio Andrade que perdeu a visão quando foi atingido no olho por uma bala disparada pela Polícia Militar.

11 – “Argentina, não. Bê de Brasil…” 17/09/2016.

xserra-brics2-png-pagespeed-ic-bosw4x4v5aJosé Serra, convertido em Ministério das Relações Internacionais tenta enumerar os países que compõe os Brics.

12 – “O que está acontecendo? Essa será a nova bandeira do Brasil?” – 17/11/16.

rosangela-mullher-2Provoca uma confusa manifestante, temendo que o Brasil venha a ter uma “bandeira comunista”, apontando para bandeira do Japão.

13 – “América será grande de novo” – 9/11/2016.

trump-hillaryDonald Trump é eleito, pelo colégio eleitoral, o 45º Presidente dos EUA, apesar de ter menos votos que Hillary

14 – “Não se preocupe. É isso mesmo. Fique tranquila. Está tudo bem. Deixa comigo”. – 30/11/2016.

63002778_the-wreckage-of-the-lamia-airlines-charter-plane-carrying-members-of-the-chapecoense-reSobre o plano de voo do avião que conduziria o time Chapecoense ao desastre, a frase atribuída ao despachante acreditando que o combustível seria suficiente para concluir a viagem.

15 – “A PM tirou um pedaço de mim que jamais será preenchido. A PM matou meu filho. Essa dor nunca irá se cicatrizar” – 11/12/2016.

filhotatiLamenta a funkeira Tati Quebra Barraco nas redes sociais. A família ainda sofreu agressão moral com mensagens ofensiva na internet.

16 – “Havendo um inferno, está indo pra lá”. – 26/11/2016.

fidel
Sempre infeliz, Reinaldo Azevedo comenta a morte do líder da revolução cubana Fidel Castro, morto aos 90 anos.

Espantado com essas 16 frases que comprovam que este ano foi um grande erro? Com esta pequena amostra dá pra ter ideia das outras 2.000 calamidades impublicáveis!?

Como desgraça pouca é bobagem, antes do ano terminar outra frase fala por sí. Se as mães tem um defeito é que elas não duram para sempre:

“Aí Dona Ana a senho é uma rainha”. (Mano Brown).

Continuar lendo

A calçada da fama e os anônimos na rua

Pouso em Los Angeles no feriado de Ação de Graças ao som de California Love nos fones de ouvido. Uma metrópole que voa na velocidade alucinante de possantes carros presos no engarrafamento da hora do rush e eu em trôpegos passos acaricio com a sola do pisante o chão ralo nos becos estreitos formado pelo vão entre os prédios, latões, conteiners de lixo e graffite, estou dentro do GTA parceiro.

Por: Toni C.

hh

Taí uma cidade charmosa e talvez meio cafona. Notei isso logo no primeiro segundo ao desembarcar num dos terminais ainda não reformado do moderno aeroporto de LAX. O Rolex gigante na parede marca que por aqui o tempo passa em flashes, o carpete no chão é um luxo que agrada a visão e dificulta as rodinhas das malas dizendo a cada forasteiro feito eu – Psiu, pra que tamanha pressa? Chega no sapatinho. – confesso que tento sacar o “alto lá”. Continuar lendo

Um rolê em Santo Amaro com a LiteraRUA

Uma metrópole como São Paulo vai muito além do clichê dos grandes centros culturais, das principais avenidas ou seus monumentos e pontos turísticos. Na contramão disso, existem muitas cidades dentro da mesma cidade. São nos bairros e nas ruas que se passa a vida real de gente apressada e são esses os cenários que estão retratados no livro Santo Amaro: A Evolução Urbana do Bairro Sob Diversos Olhares.

img_1922

A obra narrada por professores e pesquisadores da Universidade Santo Amaro inova exatamente com a proposta de explorar ao máximo uma das áreas mais importantes e antigas da zona sul paulistana e que no passado já foi um município independente: a macro região de Santo Amaro. Da colonização aos saraus de poesia, do cemitério do bairro aos galpões de antigas fábricas convertidos agora em templos religiosos, instituições de ensino e grandes shoppings centers. Nada escapa da caneta dos autores que dão destaque à cultura, especialmente ao Hip-Hop e aos seus principais grupos de rap da área como Racionais MC’s, Z’África Brasil e do saudoso Sabotage.

img_1928

Os nove autores se revezam na construção de sete capítulos que exploram assuntos como: a imigração alemã na região; a segregação e conflito em espaços urbanos; a memória do bairro; a industrialização e urbanização da região; dentre outros. Portanto questões históricas, geográficas, urbanísticas e sociais são apresentadas com o rigor científico esperado nessas temáticas. Escrito de maneira acessível para todo leitor, sejam estudantes, moradores do bairro, urbanistas, geógrafos, ou aquele interessado em conhecer melhor esse grande bairro e porque não um pedaço essencial da maior metrópole da América Latina. Continuar lendo

Noémia de Sousa: “Tirem-nos Tudo / Mas Deixem-nos a Música”

Conta a lenda, verdadeira, que ela só precisou escrever 46 poemas para tornar-se reconhecidamente a “mãe dos poetas moçambicanos”: Carolina NOÉMIA Abranches de SOUSA.

 noemia-de-sousa

Noémia de Sousa colaborou com “O Brado Africano”, jornal da resistência, durante três anos, de 1948 a 1951; do esforço nasceu inspiração para a densa poesia. Nunca mais versejou.

A mulher incansável que cresceu em um ambiente de reivindicação, que militava de dia e distribuía panfletos à noite com João Mendes, que escrevera cartas subversivas, que redigira artigos cortados pela censurava, que conspirava, não escapou a um processo que lhe deu condenou à prisão.

Refugiou-se em Lisboa com a “geração da utopia” sondando as independências. Circulou com a nata da intelectualidade africana em Portugal até ser perseguida pela ditadura e optar por novo exílio, desta vez na França.

Com uma filha às costas, Virginia Soares (Gina), saltou a fronteira, galgou os Pirinéus e alcançou a liberdade. Estava casada, desde 1962, com o poeta Gualter Soares. Continuar lendo

Corpo e Alma Remix, 12 músicas, 12 produtores

Capa_CorpoeAlma_Remix.jpg

O álbum Corpo e Alma foi lançado em 2014 e contou com a participação de Arnaldo Antunes, Natiruts, Ellen Oléria, Roberta Estrela D´Alva, Rael, DJ KL Jay, e Emicida.

Dois anos depois o Inquérito apresenta Corpo e Alma Remix. Nesse projeto as 11 músicas originais do disco ganham novas versões pela ótica de diferentes produtores.

Além do repertório original, o álbum remix traz ainda dois singles lançados posteriormente: Uma Só Voz (2015) e Madre Tierra (2016), fruto de parcerias gravadas em Cuba e na Argentina durante processo de intercâmbio com músicos latino-americanos.

O disco estará disponível nas plataformas streaming no dia 04 de novembro e, no dia 24 de novembro, será lançado em um show no Sesc Pompeia com participação de Arnaldo Antunes, Emicida e Roberta Estrela D´Alva

O Inquérito já disponibilizou o single “Sonhos Remix”, nas redes sociais e em todas as plataformas streming, além do arquivo para download.  A música pode ser ouvida no vídeo abaixo.

Continuar lendo

Cooperifa 15 anos, quando a poesia da periferia debuta

Por Toni C.*

A vida corrida não permite que se esbanje tempo, artigo de luxo. “Nem os grandes matemáticos poderiam resolver”, os poetas sim: “(…) as 24 horas do dia parecem 48.” sentencia o Papa Francisco antes de ordenar: “Merece um Nobel quem tem tempo para se dedicar aos filhos”. Imagina o mecânico ostentar um momento para lustrar as palavras, a dona de casa polir versos como quem area panelas e o artesão desbastar frases para ornamentar. Imaginou!?

Pois bem. Cooperifa é este quilombo, a viga mestra que protege os sobreviventes de serem esmagados pelos escombros da ignorância. Catástrofe que mais faz vítimas fatais em toda história humana.

Caso o leitor nunca tenha participado de um sarau e nem tenha ideia do que acontece num ambiente desses, não há motivo para constrangimento. Nenhum de nós sabíamos o que era isso também e soava como um ritual misterioso de alguma sociedade secreta. Até Sérgio Vaz e Marcos Pezão juntarem coragem em resgatar suas escritas diretamente das gavetas invisíveis e declamar em alto e bom som ainda no Garajão em Taboão da Serra. Continuar lendo