Quando Demetrios, diretor da LiteraRUA, se encontra com Obama

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Obama nos visitou hoje e deixou alguns recados importantes.

O primeiro deles, foi um tapa na cara: “Não existe sucesso sem sorte, por melhor que você seja”. Isso não negativa em hipótese alguma o empenho de quem busca seus objetivos, mas esse esforço representa muito pouco diante do contexto e história de cada um, um desmonte ao simplismo da meritocracia.

Outra lição foi sobre liderança. Para o ex-presidente, um líder precisa de duas capacidades: ser inteligente o suficiente para ter uma equipe tão ou mais inteligente que si próprio e, como segunda capacidade, ser inteligente o suficiente para fazer as perguntas certas para essas pessoas.

Sobre machismo, Obama explicou que ter mulheres (e outras minorias) ao nosso lado, não é apenas uma necessidade atual, mas um pré-requisito que nos permite ver coisas que sem a presença delas, não seria sequer percebido.

Outras pautas foram a necessidade de reconhecer a educação como um valor imprescindível para qualquer nação, justamente num dia de protestos brasileiros sobre esse tema e sem que precisasse citar nada sobre a política brasileira, diretamente. Também falou sobre o perigo da banalização das armas, mais um tema espinhoso entre nós.

Obama reconhece que é um homem capitalista, que o excesso de capital concentrado impede até mesmo que esses detentores consigam gastar suas próprias “riquezas”e que esse é um problema para ele mesmo hoje, mas acredita que seu programa de saúde pública, Obama Care, foi um dos maiores orgulhos que carrega consigo. Também se vangloria em ter combatido a crise econômica mundial em seu segundo mandato.

Estive presente e adorei a oportunidade em ouvir tudo isso, ao vivo. Foram esses os recados que levamos conosco, de um político que de certa forma também sambou no carnaval do capitalismo, porém um homem notável e de uma era imediatamente anterior à radicalização e predominância da ignorância que reina de ponta a ponta no continente americano.

Carta de Lula ao Salão do Livro Político

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“Ler é um ato político. Não é por acaso que nossos adversários, ao mesmo tempo que tentam criminalizar a política e impedir toda e qualquer forma de ativismo, atacam com tanto ódio o saber e o conhecimento. Querem mais armas e menos livros. Mais jovens presos e abatidos por disparos de helicópteros, do que com acesso ao ensino público de qualidade. Disparam sua artilharia pesada contra a educação como um todo, e a universidade em especial. Agridem a ciência, estrangulam a pesquisa.

Ler é resistir. E nós resistimos nas trincheiras cavadas com tanta garra e tanto carinho por gente que nem Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e cada professora e cada professor anônimo deste país, que nossos adversários tentam inutilmente destruir. E nós resistimos, porque a vida nos ensinou, e porque aprendemos com nossos mestres.

Nossos adversários odeiam o fato de termos criado mais universidades e institutos tecnológicos do que todos os que governaram antes de nós. Distribuímos bolsas de estudo, garantimos acesso ao crédito estudantil e colocamos jovens negros e pobres no ensino superior como nunca antes na história. Criamos políticas públicas de acesso ao livro e à leitura e espalhamos bibliotecas pelo país afora.

A educação foi e será sempre a nossa maior riqueza e a nossa principal forma de resistência. É por isso que nossos adversários se surpreendem e se assustam quando uma juventude esclarecida enche as ruas em defesa da educação, lutando contra os retrocessos de um governo que tem o povo brasileiro como seu principal e mais temido inimigo.

Ler é ser livre. Estou há mais de um ano preso pelo “crime” de sonhar e trabalhar pela construção de um país onde um pai de família não fosse mais obrigado a escolher entre comprar um pão ou um caderno para seus filhos. Onde uma mãe de família não tivesse que partir um lápis no meio para que seus filhos pudessem estudar. Por esse “crime” estou preso, e, no entanto, mais livre do que nunca, graças aos livros e à leitura.

Nestes 13 meses de quase solidão – não fossem as visitas de parentes e amigos e o carinho da incansável vigília na porta do cárcere em Curitiba – tenho lido muitos livros. Cavalguei com Riobaldo e Diadorim pelas veredas do grande sertão de Guimarães Rosa. Cruzei o Atlântico em navio negreiro ao lado de Luísa Mahin, no extraordinário romance Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.

Navego nas águas da ficção, mas tenho, sobretudo, me dedicado aos livros dito políticos – com a ressalva de que se ler é um ato político, todo livro é político, seja ele de poesia, romance, contos, filosofia, sociologia, economia ou ciências políticas.

Mas é o livro propriamente político, razão de ser desse Salão, que quero saudar agora. É principalmente graças aos livros que, quando a justiça for restaurada neste país, sairei da prisão sabendo mais do que quando entrei.

Um abraço a todos e todas, e viva o livro!”

Luiz Inácio Lula da Silva

Box do Clube da Rua de Abril com Rashid

Salve.
Aqui MC Rashid e eu também estou no Clube da RUA. O Box do mês está com mil ideias, ideias que transbordam pra fora da caixa. Vai vendo…

Logo de cara chega o trampo cheio de ideias pesadas dos parceiros do Inquérito o CD Corpo e Alma.

Pra você não perder ideia nenhuma, vai o marcador do livro pesado Rebeliões na Sensala de Clóvis Moura. O que firmeza!

O brinde literário é o livro Mercado de Ideias de Martis Movimento da Cruz.

E olha o que o Clube da RUA elegeu como livro do mês. Logo o livro de estreia do pai. Ideias Que Rimam Mais Que Palavras Vol. 1.

Eu te falei que é muita ideia!?

Tudo embalado nesse Box responsa personalizado com a arte do graffiteiro Bonga Mac. Mas ae, ideia boa é aquela que a gente põe pra fora da caixa.

Então acessa ai clubedarua.com.br e cola na RUA com a gente.

Satisfação!

Conheça os nossos Boxes