Porque não votarei em nenhum rapper nessas eleições

Por Toni C.*

(Atualizado em 28/09 para inserção de candidatos)

 

“Fiquei sabendo tem um tal de Pepeu”. Antes de falar sobre o lendário rapper pioneiro ao gravar o primeiro disco do gênero no Brasil e que agora disputa uma vaga na vereança da capital Paulista, quero contar uma história menos conhecida, a do Claudinei.
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Claudinei era um garoto como eu, pobre morador da esquecida cidade de Carapicuíba. Pobre em termos financeiros, era rico, milionário de sonhos, sorrisos, esperanças e vontade de melhorar sua vida e de quem se metesse ao seu redor, assim como a Andreia, Gilson, André. Todos jovens de 14 anos de idade que tive o privilégio de conhecer nos tempos do grêmio da escola. Eu, Luciano, Amaro, Ricardo Cacá, João Paulo, João Ricardo fazíamos parte da “velha guarda” e andávamos quilômetros a pé nas ruas íngremes de Caracas mascando teoria como se fossem chiclete e com a revolução pulsando forte no meio do peito, íamos recrutando essa molecada para assumir nosso postos, para que nós assumíssemos também outras trincheiras.

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Na última tarde de agosto, para REVER com Augusto de Campos

Por Christine Brito*

IMG_6585.pngUm abraço a poesia: Christiane, Renan, Augusto de Campos e Toni C.

A história é assim: Renan, compositor e integrante há quase 20 anos do grupo de rap Inquérito descobriu que fazia “poesia concreta” quando alguém leu suas letras e avisou. Renan gostou, foi aprender mais com o mestre Augusto de Campos. Comprou todos os livros que encontrou.

Em 2011, criou coragem e estreou no concretismo com #PoucasPalavras e agora lança o novíssimo Poesia pra encher a laje (LiteraRUA). Pouco depois, em junho, foi à exposição “REVER” no Sesc Pompéia, a maior exposição individual de Augusto de Campos, artista multimídia e produtor incansável (lançou livro com inéditos em 2015, pela Perspectiva).

Para dar uma ideia: Augusto tem 85 anos, 65 de carreira e, aos 60 anos (“ainda jovem, brinca”), aprendeu a lidar com softwares de produção de arte (antes, idealizava e produzia do jeito possível, inventado, muita coisa foi feita manualmente).

Renan e Toni C. parceiros nessa empreitada que chamam de LiteraRUA são “pau pra toda obra”, visitaram juntos a mostra do Sesc e ficaram maravilhados com as 75 obras expostas. Próximo passo foi enviar o livro do Renan para o Augusto, só para saber o que ele acharia. Augusto foi além, como sempre na arte e na vida; propôs uma conversa pessoalmente. Continuar lendo